segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O GRANDE SILÊNCIO

Encravada em um vale aos pés dos Alpes da Isére, a Grande Chartreuse, berço da milenar Ordem dos Cartuxos, é considerada um dos monastérios mais ascéticos do mundo. Em 1984, o diretor alemão Philip Gröning escreveu para a Ordem dos Cartuxos, a mais austera da Igreja, pedindo permissão para filmar um documentário no mosteiro. Eles lhe garantiram que dariam um retorno. Dezesseis anos depois, eles estavam prontos. Gröning, sem equipe ou iluminação artificial, viveu seis meses na clausura dos monges — filmando suas orações diárias, tarefas, rituais e ocasionais saídas ao ar livre. Este filme transcendente, cuidadosamente observado, busca encorpar um mosteiro, ao invés de simplesmente retratá-lo — sem créditos, comentários ou cenas arquivísticas. O que resta é estarrecedoramente elementar: tempo, espaço e luz. Uma das crônicas mais hipnotizantes e poéticas jamais criadas sobre a espiritualidade, O GRANDE SILÊNCIO dissolve a fronteira entre tela e telespectador com uma imersão total na quietude da vida monástica. Mais meditação do que documentário, é uma rara e transformadora experiência para todos. Um filme sobre a presença do absoluto, no silêncio e na vida de almas dedicadas à vida reclusa para Deus, adiantando-se na eterna contemplação já nesta vida prévia [Lucas 10;38-42]. O filme ganhou diversos prêmios e lotou cinemas por toda a Europa.
Lançamento: 2005

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